GESTÃO PROFISSIONAL PARA ÁREA DA SAÚDE
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Por André Anoni
Como consultor da Kaizensig tive  oportunidade de atuar em alguns projetos de gestão para empresas da área  de saúde, mais especificamente clínicas médicas e odontológicas.
Nestes trabalhos pudemos perceber o quão deficiente é o ensino  de administração para profissionais que atuam nesse setor,  principalmente em clínicas próprias, que nada mais são do que empresas. A  aprendizagem de conceitos de gestão nos cursos de graduação é mínima,  para não dizer nula.
Formação de preço, controles  administrativos e financeiros básicos como fluxo de caixa, receitas,  custos e despesas, aspectos ligados a marketing e gestão de pessoas, são  requisitos fundamentais à sobrevivência das empresas e isso não é  diferente com as clínicas, seja qual for a especialidade.
A  área da saúde proporciona aos profissionais em geral bons rendimentos,  mas sem o devido controle e gerenciamento tal resultado pode ser  sacrificado e com isso, tem-se a impressão de que a atividade em si não é  rentável, o que não é verdade.
Um trabalho de estruturação administrativa  de uma clínica, quando conduzido por profissionais da área de gestão,  pode trazer inúmeros benefícios a ela e aos seus proprietários. A  introdução dos conceitos de finanças, como por exemplo, controle de  caixa, planejamento orçamentário, programação bancária permitem o melhor  gerenciamento das receitas, controle apurado dos custos e despesas,  programação para investimentos e retiradas que não afetem a saúde do  negócio.
As ações voltadas à qualificação da equipe  resultam em melhor atendimento, colaboradores satisfeitos e  comprometidos com o trabalho e com a empresa e, se combinado com ações  de marketing de relacionamento, podem transformá-la em uma excelente  ferramenta comercial e de vendas, para captação de novos clientes (sim,  os pacientes devem ser tratados como clientes!) e maior fidelização dos  já existentes.
Outro ponto delicado neste processo é a  definição do preço de venda dos serviços, quando não envolvem os planos  de saúde. Acredito que pouquíssimos médicos, dentistas, fisioterapeutas e  outros profissionais da área calculam seus custos fixos e variáveis,  impostos e outras despesas que podem incorrer sobre a atividade na  “ponta do lápis”, no momento de definir o quanto cobrar por uma consulta  ou procedimento realizado.
O principal empecilho para esta mudança é  justamente não enxergar o trabalho nessa área como negócio, como  empresa, mas tal situação vem mudando ainda que em ritmo lento. O  trabalho de consultoria nessa área é bastante produtivo e tem muito  campo para ser explorado. Fica a dica para o profissional da área de  saúde que deseja promover esse novo posicionamento em seus negócios.
André  Anoni é consultor da Kaizensig - Soluções Empresariais Inteligentes
www.kzs.com.br
 

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